"Eu poderia falar sobre mil coisas que vi em você.
Seu jeito engraçado e louco de viver a vida, sua mania de fazer piada de tudo e a maneira como me olha fixamente com esses olhos verdes.
Mas prefiro ainda dizer que foi ‘algo mais’ que me chamou atenção e me prendeu a ti.
E esse “mais” quanto mais descubro, mais gosto ..."
Caroline Perccicaroli
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
A música acabou de tocar, e o amor... também !
Éramos perdidamente loucos para sempre, imortais enquanto trajávamos aquela paixão supostamente eterna e acreditávamos que só a morte poderia desatar nosso laço, desviar nossos passos e criar óbito em nossos planos. Caminhávamos com a pele colada, com os planos juntos, como se andar de mãos dadas não fosse suficiente para alimentar nossa paixão. Não tínhamos rumo, nem queríamos mapas, nem sugestões para seguir. Queríamos ficar ali, intactos, sempre. Geralmente estávamos sozinhos, como se nossos corpos por sí se bastassem, sem a necessidade de outras companhias.
Nossas janelas viviam abertas, nossos sorrisos também. Estávamos sempre ocupados demais, com nós, que mal enxergávamos lá fora. Os carros, as pessoas, o planeta, nada disso fazia sentido em nossa órbita egoísta que se fazia naquele quarto repleto da gente, das nossas manias, nossas músicas, coisas que gostávamos de comer, além do nosso maior refúgio que seria um ao outro. Não ouvíamos a campainha, não atendíamos a porta, não ligávamos o celular, mas estávamos sempre atentos ao silêncio salivante de nossas línguas. Assistíamos ao dançar de nossos lábios e esse era nosso melhor programa, talvez o único. Alimentávamo-nos de nossas bocas, de nosso amor, de nossa saliva. Cantávamos e dançávamos juntos numa sincronia eterna, até adormecer.
Nós fomos tudo e o planeta um dia foi só nosso, sem intervenções, sem interrupções, sem nada além de nós. Eu era ele e vice-versa. Ele era meu verso e nunca meu vice. Éramos juntos nosso próprio vício e assim, intensamente, perdidamente,loucamente, consumimos todo fôlego inabalável que havia entre nós. Tragavámos nossos oxigênios sem medo da potencial asfixia, cheiravámos nossos perfumes até roubá-los da pele e depois de muitas invasões afiadas em nossas veias, nossa paixão se foi, morreu de overdose bem ali, diante de nossa cara incrédula. Nossos corações pararam de bater , pelos menos por nós. Sufocamos e sabíamos que precisávamos de novos ares.
Da última vez que o vi, guardamos nossas promessas em caixas de papelão, com todas as fotos e cartas e presentes, propositalmente esquecidas na minha última gaveta. Então nos despedimos com um beijo distante do rosto, seguido de uma mudez que certamente desejava boa sorte e mais nada. Fomos juntos até o carro, ele esperou eu fechar os vidros e naquela noite escura,não houve palavras, não houve cruzamento de olhares, muito menos amor.Ele se foi para sempre, sem ao menos olhar para trás. Do retorvisor ainda pude vê-lo dentro do quintal, desabando em lágrimas, convulsionando em soluços incontroláveis. Liguei o rádio e tocava Chico Buarque, dizendo "Quando você me quiser rever vai me encontrar refeita, pode crer! Olhos nos olhos, quero ver o que você faz ao sentir que sem você, eu passo bem demais ..." Então fiz dele, minhas palavras. Sábio Chico, adivinhou o que aconteceria... A música acabou de tocar, e o amor... também !
Caroline Perccicaroli.
Nossas janelas viviam abertas, nossos sorrisos também. Estávamos sempre ocupados demais, com nós, que mal enxergávamos lá fora. Os carros, as pessoas, o planeta, nada disso fazia sentido em nossa órbita egoísta que se fazia naquele quarto repleto da gente, das nossas manias, nossas músicas, coisas que gostávamos de comer, além do nosso maior refúgio que seria um ao outro. Não ouvíamos a campainha, não atendíamos a porta, não ligávamos o celular, mas estávamos sempre atentos ao silêncio salivante de nossas línguas. Assistíamos ao dançar de nossos lábios e esse era nosso melhor programa, talvez o único. Alimentávamo-nos de nossas bocas, de nosso amor, de nossa saliva. Cantávamos e dançávamos juntos numa sincronia eterna, até adormecer.
Nós fomos tudo e o planeta um dia foi só nosso, sem intervenções, sem interrupções, sem nada além de nós. Eu era ele e vice-versa. Ele era meu verso e nunca meu vice. Éramos juntos nosso próprio vício e assim, intensamente, perdidamente,loucamente, consumimos todo fôlego inabalável que havia entre nós. Tragavámos nossos oxigênios sem medo da potencial asfixia, cheiravámos nossos perfumes até roubá-los da pele e depois de muitas invasões afiadas em nossas veias, nossa paixão se foi, morreu de overdose bem ali, diante de nossa cara incrédula. Nossos corações pararam de bater , pelos menos por nós. Sufocamos e sabíamos que precisávamos de novos ares.
Da última vez que o vi, guardamos nossas promessas em caixas de papelão, com todas as fotos e cartas e presentes, propositalmente esquecidas na minha última gaveta. Então nos despedimos com um beijo distante do rosto, seguido de uma mudez que certamente desejava boa sorte e mais nada. Fomos juntos até o carro, ele esperou eu fechar os vidros e naquela noite escura,não houve palavras, não houve cruzamento de olhares, muito menos amor.Ele se foi para sempre, sem ao menos olhar para trás. Do retorvisor ainda pude vê-lo dentro do quintal, desabando em lágrimas, convulsionando em soluços incontroláveis. Liguei o rádio e tocava Chico Buarque, dizendo "Quando você me quiser rever vai me encontrar refeita, pode crer! Olhos nos olhos, quero ver o que você faz ao sentir que sem você, eu passo bem demais ..." Então fiz dele, minhas palavras. Sábio Chico, adivinhou o que aconteceria... A música acabou de tocar, e o amor... também !
Caroline Perccicaroli.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Escrevo a algum tempo e resolvi compartilhar um pouco dos meus textos, vida e sentimentos.
Fico olhando as pessoas se esforçarem muito sendo o que não são e fico reparando no seu sorriso leve e seu olhar descontraído. E vejo a grande diferença que existe entre a naturalidade de estar apaixonada e a comodidade das pessoas .As pessoas tentam impressionar. Você sorri e o mundo inteiro aparece em reproduçao lenta, quadro a quadro. As pessoas tentam comprar outras com presentes. Você me faz um carinho nos pés e esse é o melhor presente de todos. A diferença é que você não espera nada, e mesmo assim, de mim, tem tudo.
Caroline Perccicaroli
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Das duas, uma. Ou você leu meu manual de instruções ou você tem uma bola de cristal em perfeita sintonia comigo. Só pode ser. Porque não é possível alguém ser assim. Alguém que me trata como uma princesa , exatamente como sempre sonhei. Que faz todas as minhas vontades. Que elogia cada centímetro esquecido de mim. Não é possível alguém ser tão bom em tudo e fazer tão do jeito que eu gosto. Não é possível uma sintonia tão fina. Um beijo tão completo. Um encaixe no ombro tão gostoso. Uma panturrilha tão grossa. Uma mão tão macia. Uma pele tão cheirosa. Um sorriso tão instigante.Eu sabia que esse dia ia chegar. E chegou como uma melodia doce e envolvente que nós faz querer ouvir repetidamente e pausa-lá no refrão. Me arrancou do chão. Aumentou minha pulsação. Diminuiu minha fobia de amor. Me levou junto. Eu sabia que um dia eu ia fazer tudo certo. E agora eu entendo porque. Porque agora todas as peças se encaixam e não falta mais nada.
Perdi noites de sono em baladas freqüentadas por garotas de saias e mentes pequenas. Por playboys deslumbrados por garotas frias , com algum dinheiro e nenhum pedigree. Por corpos sarados e mentes doentes. Por drogas pesadas e corpos cada vez mais fracos. Festas com muita pose e pouca atitude. Com convites que custam caro e pessoas que se vendem por tão pouco. Me perdi e não encontrei ninguém. Gastei meu dinheiro e minha paciência. Estourei meu cartão de crédito e, por pouco, não estouro meus tímpanos.
Mas, quer saber? Cansei de música alta. Prefiro quando você fala baixinho no meu ouvido. Prefiro ficar vendo seus olhos amendoados me olhando como se eu fosse a última mulher que existisse no planeta. Prefiro você suave. Prefiro o silencio dos seus olhos me dizendo o quanto me desejas. Prefiro seu violão de madrugada e sua voz doce cantando MPB. Prefiro você deitado , na cama , sonhando com seu futuro, que na realidade será nosso futuro. Prefiro quando você se perde nas notas e lê novamente a cifra sem descobrir onde errou. Prefiro sua música, seu tom, sua voz, sua melodia.
Por você, eu dei uma nova chance a mim mesma. Eu dei minha cara a tapa. Por você, eu voltei a acreditar no amor adolescente, a ter calafrios e frio na barriga. Por você , voltei a ter inspiração pra escrever, como escrevo agora. Por você, parei de ler aqueles textos de Caio Fernando Abreu e comecei a ter meu próprio ponto de vista quanto ao amor.
Por você, posso largar a música ligada no último volume a meia noite e ir te beijar no portao. Por você, eu largo os vinhos baratos, que me faziam companhia nas noites frias e todos os cosméticos caros e as roupas curtas. Porque quando você está dentro, não existe mais nada lá fora. O mundo acaba aqui, na gente. Porque você me faz tão sua. Porque você me faz tão eu.
Escrito pela minha amiga linda: Carol Perccicaroli
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